Editorias / Comportamento

24/08/2011 12:08

Pesquisa revela os hábitos de investimentos das mulheres

Mais da metade das entrevistadas investe parte da renda. Poupança ainda é a principal modalidade de investimento

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As mulheres estão investindo cada vez mais. É o que comprova pesquisa realizada pela Sophia Mind, empresa de pesquisa e inteligência de mercado do Grupo Bolsa de Mulher, que entrevistou, durante o mês de junho, 600 mulheres, com idades entre 18 e 60 anos, que possuem renda própria e algum tipo de investimento. O objetivo do levantamento é entender as principais dificuldades que as mulheres têm para lidar com seus investimentos. Da amostra total com 1.157 mulheres, 52% delas responderam que investem parte de sua renda. A estimativa de 67% delas é aumentar o volume de investimentos nos próximos doze meses. Em janeiro de 2010, o percentual de mulheres com algum investimento era de 46%.

 

A compra ou reforma de um imóvel foi apontada por 35% das mulheres como o principal motivo para realizar investimentos. Fazer uma viagem apareceu com 26%, aposentadoria, 23%, e comprar um automóvel, 19%. Para as mulheres que não conseguem poupar ou investir (48%), o principal motivo é a situação financeira que as obriga a gastar toda a renda (78%). Já 13% delas afirmaram gastar toda sua renda em compras.

 

Quando perguntadas com que frequência guardam seu dinheiro, mais da metade das entrevistadas mostrou uma postura prudente: 28% separam um montante fixo regularmente e outros 28% fazem a conta e decidem quanto guardar antes de gastar. Vinte e cinco por cento responderam que não têm regra específica e guardam eventualmente. A opção “faço contas e decido quanto vou guardar antes de gastar” cresceu nove pontos percentuais de 2010 para 2011, saltando de 19% para 28%.

 

A pesquisa levantou ainda as principais diferenças entre homens e mulheres quando o assunto é investimento. As mulheres se vêem mais prudentes e a maioria afirmou que os homens buscam maior retorno e elas, menor risco. Quatorze por cento delas disseram que o homem arrisca mais e 5% se declararam mais conservadoras. Mais da metade das entrevistadas (52%) assume que sente necessidade de aprender mais sobre finanças pessoais e 22% delas se sentem seguras e acreditam que aplicam bem o seu dinheiro.

 

Onde aplicar?

De acordo com a pesquisa, 75% das mulheres sentem dificuldade em entender as diversas opções de investimento, principalmente os informativos dos bancos, por usarem uma linguagem muito técnica e rebuscada. A internet é a fonte de informação mais utilizada por elas, o que mostra a força de influência dessa mídia. Praticidade e comodidade fazem com que elas invistam no banco onde possuem conta corrente.

 

A poupança é a principal modalidade de investimento, escolhida por 76% das mulheres. Quem não aplica em poupança (24%), geralmente por considerar uma aplicação de baixo rendimento, costuma investir seus recursos em fundos de investimento com renda fixa (27%), seguidos pelos títulos de renda fixa (19%) e CDB (10%). Já 11% delas investem diretamente em ações.

 

A pesquisa perguntou ainda o que as mulheres considerariam relevante caso optassem por trocar a modalidade de investimento. Mais da metade delas respondeu que acham importante uma ferramenta constante via Internet, baixo investimento inicial e uma maior oferta de serviços financeiros, como seguros e empréstimos com menores taxas.

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